EM CRICIÚMA, PARA O PSTU É VOTO NULO!
- Cíntia dos Santos
- 28 de set. de 2016
- 4 min de leitura

“A eleição não muda a vida dos trabalhadores e do povo pobre.”
Nosso país e o mundo são cheios de problemas e desigualdade social. Para nós trabalhadores, que produzimos toda a riqueza do mundo, pouco nos sobra. E o pior nessa história é que tentam nos convencer de que, se passamos dificuldades, é porque não nos esforçamos o suficiente, pois todos nós temos as mesmas oportunidades. Será que isto é verdade mesmo?
Os ricos e os grandes meios de comunicação a todo o momento tentam convencer os trabalhadores de que só existe uma forma de mudar sua vida: a eleição. Que a cada dois anos podemos ir às urnas e decidir o futuro do país ou do nosso município. Isso é uma grande mentira, a começar pelas próprias eleições. Que democracia é esta que não dá as mesmas condições para todos os candidatos? Onde muitos nem são convidados para os debates e o tempo de TV e rádio é muito desigual? Que democracia é esta que corruptos podem participar das eleições? E que a grande maioria dos candidatos eleitos não cumpre nada do que prometeu em campanha e nada acontece?
Sabemos que as eleições são um jogo de cartas marcadas. Que quem normalmente se elege é o candidato que tem mais recursos financeiros e o apoio do maior número de patrões. Essas doações sempre vem de empresários que depois cobram a conta, através de leis que favorecem suas empresas. Quem paga a banda escolhe a música, e quem paga o pato são os trabalhadores e a população pobre. A saída para nós trabalhadores nunca será de forma individual, cada um com seu voto numa urna, com a ilusão de chegar ao poder. A única saída para a classe trabalhadora é a luta, para avançarmos nas conquistas e melhorar nossa vida, de forma coletiva, organizando os de baixo pra derrubar os de cima.
As mudanças na legislação eleitoral são uma mordaça para os partidos menores
O PSTU em Criciúma sempre teve tradição de participar das eleições, mesmo sabendo que as eleições jamais irão mudar de fato a vida dos trabalhadores. Sempre participamos das eleições com o objetivo de divulgar nossas idéias e ganhar novos militantes para o nosso partido, que tem centro na luta direta dos trabalhadores de forma permanente. Nosso partido não aparece apenas em época de eleições. De acordo com as nossas possibilidades sempre estamos participando das diversas lutas dos trabalhadores e dos movimentos de combate à opressão.
Lamentamos as mudanças que ocorreram na legislação eleitoral, pois elas só serviram para calar e acabar com os partidos menores, com menos condições financeiras como o PSTU, pois não recebemos um centavo de empresários e banqueiros. Nossas finanças vem das contribuições dos militantes e simpatizantes.
Os grandes partidos, que estão aí até o pescoço metidos em corrupção, não tem problemas em se adequar às novas regras. Eles tem muito dinheiro e recursos, na maioria das vezes vindos de corrupção ou de "doações" que terão que devolver depois, atacando os trabalhadores. Por conta destas novas regras não foi possível o PSTU lançar candidatos em Criciúma, para discutir com os trabalhadores nossas idéias e denunciar todos esses farsantes como sempre fizemos.
É tudo farinha do mesmo saco!
Nessas eleições nenhuma das candidaturas ao pleito mostra de fato uma alternativa para os trabalhadores. Elas estão a serviço dos ricos, ou seja, de quem está financiando estas campanhas. É candidato com ficha suja, que já foi principal aliado do atual prefeito, que hoje é seu principal adversário. É uma verdadeira bizarrice. Todos esses partidos só estão interessados em quem vai ficar no poder. É tudo farinha do mesmo saco. Márcio, Salvaro e Brezolla representam os empresários de Criciúma. Não mostram de fato uma alternativa para os trabalhadores Criciumenses.
Essas candidaturas não representam a Juventude, as mulheres, os negros e os LGBTS.
Nos deparamos com uma série de promessas no horário eleitoral, mais nenhuma delas se volta para os mais explorados. Nem uma dessas candidaturas está preocupada em combater as opressões, mas criminalizá-las. Na periferia, onde está a juventude negra, prometem criminalização. Os casos de machismo, racismo e homofobia nem citam. Acesso a educação e moradia é cada vez mais um discurso distante da realidade. Apenas promessas vazias. Quanto ao transporte público apenas reforçam a lógica das empresas e nem se preocupam com o passe livre. Cada vez mais estão a serviço do lucro das empresas. Cultura, esporte e lazer estão muito distantes de ser colocados para a juventude e os trabalhadores.
Porque não aderimos a frente de esquerda
Com todo respeito aos companheiros do PSOL e do PCB, achamos que os companheiros estão errados. Esses partidos, em especial o PSOL, ainda tentam convencer os trabalhadores de que é possível reformar este sistema e melhorar nossas vidas através das eleições. Assim, priorizam as eleições e não a luta direta dos trabalhadores. Também achamos que os companheiros cometeram um erro grave quando saíram em defesa do governo da DILMA/PT, que atacou duramente os trabalhadores, assim como TEMER está atacando. DILMA e Cunha caíram e já foram tarde! É preciso organizar uma grande greve geral neste país para botar para fora Temer e todos eles! Exigir nas ruas eleições gerais, com novas regras. Por isto defendemos em Criciúma:
-Voto nulo
-Construir a greve geral para lutar contra todos que atacam os direitos dos trabalhadores;
-FORA Temer! Fora todos! Eleições gerais já!