Crise
- 4 de mar. de 2015
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A crise parece ter se instalado em todos os setores do estado, a cada espaço de tempo, cresce o descontentamento e o descrédito da população sobre os órgãos do estado, especialmente com o governo Dilma. Cortes, reajustes, opressão e miséria de um lado, bonança, corrupção e mais privilégios aos parlamentares do outro. Estamos vivenciando tempos de crise. CRISE no diagrama chinês significa algo estimulante, de pronuncia arriscada, Méijí que significa: perigo e oportunidade. Será esta a oportunidade daqueles que vivem do seu trabalho, construírem uma outra nação? Por meio das lutas os trabalhadores reivindicam outro Brasil: Greve na Volks e GM contra as demissões após meses de isenções como o EPI, os metalúrgicos não entendem o porquê Dilma não proíbe que centenas de trabalhadores sejam mandados embora após tanta ajuda. Não existe contrapartida dos patrões? Nas estradas a greve dos caminhoneiros continua e já tem apoio da população. Exaustos de tanto trabalhar e cada vez mais pobres, quase não sobra nada após longas viagens. No Paraná, professores resistem bravamente contra os planos de Richa-PSDB que rebaixarão seus níveis de vida com cortes de salário e direitos. Já se tem até falado em impeachment, lembrando-se de Collor que já foi caçado, mas na verdade se esta fosse à solução, já não deveríamos estar melhor após o fora Collor? Estamos vivenciando tempos de confusão e o perigo reside no fato de que com Dilma ou sem Dilma o Brasil seguirá pelo mesmo caminho neoliberal que nos arrasta para o abismo social. Mas estamos no caminho certo. A saída está nas lutas, nas reivindicações de nossa classe, são elas que refletem a vida de milhares de brasileiros. O povo não aguenta mais, é verdade. Está na hora de construirmos uma sociedade melhor de se viver e ela só será possível quando dividirmos a riqueza entre aqueles que trabalham, está na hora de uma sociedade socialista que colocará nas mãos dos trabalhadores o seu próprio destino, o seu encontro com a história.
Por:Everson Matias


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